quarta-feira, 30 de abril de 2008

E porque ser uma,se posso ser várias???

Tem dias em que eu acordo e quero ser outra pessoa. Na verdade, mudar a embalagem. Em outras palavras, fingir pro mundo que sou uma outra TRACY. Meu maior barato é me permitir ser várias. Por isso minha paixão por artes e Teatro.Tenho meu próprio estilo, mas ele passeia por diversos universos. Universos paralelos de mim.
Acho um saco acordar sempre com a mesma "cara".
Tenho que buscar algo novo ,nem que seja só para mim.
Hoje posso ser rock&roll, amanhã meio bonequinha-trance(Tracy- Trance,diriam meus amigos do Rio), no dia seguinte, uma princesa.
Gosto disso.
Gosto de extravasar diferentes pontos desse compilado que resulta nessa minha pessoa.
Há mundo,vasto mundo que habita no meu ser!
Embora já tenham me dito que na minha idade (já passei dos 30), teria de me adaptar ao mundo e descobrir uma outra forma de me vestir, de me projetar.
E quem disse que tais fórmulas funcionam para mim???
Aparentemente precisarei ser mais mulher, mais sensual.
Vou escrever na minha estória o que quero e não o que querem para mim...
Sempre fui assim, acho que sempre serei.
Hoje, quando sai de casa, vi uma criança vestida como Cinderela,(tem um colégio perto de onde moro ). Ela arrasta o vestidinho surrado,puxava a mãe pela mão e perguntava sobre o tal príncipe....
Ela entende o espírito da coisa... Hoje Cinderela... Amanhã Ariel...depois Alice...
Mas sempre, sempre ela...
E quem disse que não é bom re-viver!
Gente chata essa que quer ver você ser a mesma coisa que todos!
Viver o que todo mundo vive...
Casar,ter filhos,marido(aff) e um bom emprego!
Garantia de sucesso???
Eu hem...tem coisa melhor de se viver...
Só posso ter a garantia de SER eu mesma....e pelo que sei...já não sou,o que fui!


Paz no coração e sabedoria na alma.
Tracy Aranha Costa

____________________

terça-feira, 29 de abril de 2008

Uma Poesia para Sagitário


Arco

( Carlos Drumond de Andrade )



Que quer o anjo? chamá-la.

Que quer a alma? perder-se. Perder-se em rudes guianas para jamais encontrar-se.

Que quer a voz? Encantá-lo.

Que quer o ouvido? embeber-se de gritos blasfematórios até quedar aturdido.

Que quer a nuvem? raptá-lo.

Que quer o corpo? solver-se,Delir memória de vida E quanto seja memória.

Que quer a paixão? detê-lo.

Que quer o peito? fechar-se Contra os poderes do mundo Para na treva fundir-se.

Que quer a canção? erguer-se Em arco sobre os abismos.

Que quer o homem? salvar-se Ao prêmio de uma canção.


_________________________

domingo, 27 de abril de 2008

Dos livros para a vida

..."E eu fiquei suspeitando que talvez fosse uma bruxa, uma feiticeira, com poderes para ler a verdade em lábios lacrados por velhas lealdades...!"

________________________

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Término de um cíclo,início de outro!


Uma nova forma em um mesmo corpo!
Uma energia presente!
Tracy Aranha Costa.
Paz no coração e sabedoria na alma.
________________________

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Onde mora a paz???

Onde mora a paz? Pedro mora próximo à Rua 23 de Maio há 15 anos.
Nos últimos tempos, está à beira de um ataque de nervos, pois não consegue mais suportar o barulho ininterrupto dos carros.
Ele tem algumas escolhas: trabalhar pelo fechamento da avenida – ao menos à noite;
pela modificação da legislação de poluição sonora ou uso de automóveis;
ou ainda, mudar-se.
É importante, porém, comentar também sobre seu vizinho, Bernardo. Bernardo vive ao lado de Pedro, também de frente para a Rua 23 de Maio.
Perguntado a ele o que achava de viver naquele apartamento, a resposta foi surpreendente.
Revelou que adora viver ali. Ele acha linda a vista que tem do apartamento. Disse que pode ver o maravilhoso nascer do sol de sua janela.
Adora observar a cidade. Perceber os habitantes caminhando ou em seus carros, e os resistentes passarinhos que aprenderam a viver com a civilização.
Numa conversa entre os dois, Pedro não agüentou, e questionou: Mas e o barulho? Você não se incomoda com toda esta barulheira que não tem fim?!
Bernardo respondeu: Olhe, fico tão concentrado nos meus afazeres, que eu nem percebo o barulho.
Pedro não podia acreditar. Achou, por um instante, que o vizinho tinha problemas auditivos, e falando bem baixo, tentou descobrir se ele era surdo.
Mas não era. Ouvia muito bem.
Como explicar isso? Ele ouvia muito bem e não se incomodava com o barulho?
E à noite? – perguntou ainda Pedro, indignado – Como você faz para dormir?
Vou ser bem sincero, caro amigo – respondeu Bernardo – à noite, ao deitar, sinto-me tão feliz com o dia vivido e com as coisas que tenho feito, que também não me incomodo com barulho algum.
Pedro pôde ver sinceridade e pureza nos olhos e nas palavras do contérmino morador.
Naquele momento ele percebeu a razão de se incomodar tanto com aquelas coisas: ele não era feliz com o dia que tinha, e nem com as coisas que fazia.
* * *
Um outro personagem também ilustra bem a reflexão proposta:
Trata-se de Daniel. Jovem, de família abastada, casado, e morador de um condomínio fechado.
Daniel foi presenteado por seus pais com uma casa no litoral. Ficou, a princípio, muito animado com a mudança.
Afinal, haveria lugar mais tranqüilo e pacífico do que próximo ao mar?
Os dias passaram, e ele percebeu, pouco a pouco, que não seria capaz de suportar aquele estilo de vida.
Aquele barulho constante de ondas quebrando;
gaivotas gritando logo cedo;
aquela umidade de maresia;
a areia que insistia em acompanhá-lo em seu carro e em sua casa.
Daniel entrou em crise. Variava entre estados de irritação e depressão. Começou a tomar remédios, e decidiu: iria se mudar dali.
* * *
Onde mora a paz?
Será que a paz está na ausência de ruídos externos?
Será que para dormir em paz precisamos apenas de silêncio?
A paz tem moradia em nosso íntimo, e enquanto não formos felizes com nossos dias, com as coisas que fazemos, não a encontraremos.
Não basta mudar deste para aquele local. Faz-se necessário mudar-se na intimidade.
Deixar para trás o lar das atividades fúteis, das conquistas passageiras, e fixar morada na casinha aconchegante da alegria de viver, do amor à família, do prazer de servir.


Redação do Momento Espírita com base em matéria publicada na Revista Vida e Yoga, nº 20, ed. Online.Em 16.04.2008.


______________________

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Um menino queria ser médico.
Outro queria ser advogado e um outro pirata...
Eu sempre quis ser uma coisa mais louca... queria ser eu mesmo"!!!




"Mario Quintana"



Paz no coração e sabedoria na alma.

Tracy Aranha Costa

__________________

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Se tudo fosse perfeito.

Se as coisas fossem perfeitas

Não existiria lições de vida

Não haveriam arrependimentos

E nem descobertas...

Se tudo fosse perfeito

Mãos não se uniriam

E sonhos não seriam valorizados.

Se tudo fosse perfeito

Olhares não se completariam

E gestos passavam despercebidos.

Se tudo fosse perfeito

As lágrimas não existiriam

As palavras seriam perfeitas.

Se tudo fosse perfeito

Eu pularia no abismo

Sem medo da morte

Pois asas eu ganharia...

Se tudo fosse perfeito

Eu atravessaria o oceano

Sem medo de ser levado pelas ondas

Sem receios de me perder em suas profundezas.

Se tudo fosse perfeito

Dores não existiriam

E a cura não seria procurada...

Se tudo fosse perfeito

Não haveria a busca pela perfeição...

Nada é por acaso

Pois nem o destino

É Perfeito .

Paz no coração e sabedoria na alma.
Tracy Aranha Costa

____________________________

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Diante das adversidades da vida

Recuperar-se de um tombo não é uma tarefa das mais fáceis, devemos concordar.
Não são todos que conseguem colocar em prática o refrão popular: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima, criado na música de Paulo Vanzolini.
Muitas vezes, quando caímos, por qualquer motivo, como seja o fim de um relacionamento; a perda de um emprego; um acidente, ou até mesmo a pressão do dia a dia, tendemos a ficar estatelados no chão emais,a ENERGIA de estagnação seja ela por um momento nos faz crer que o que vêm a seguir são as REFORMULAÇÕES.
Como continuar? Como seguir adiante? Vale a pena todo esforço novamente?
Felizmente existem pessoas que conseguem contornar tudo isso com maior facilidade.
Mesmo quando tudo parece conspirar negativamente, elas vão em frente, com um sorriso no rosto e dispostas a enfrentar o que for preciso.
Para quem me conhece,sabe que meus momentos de privações e reformulações começou com minha separação,com mudança de Estado,com a volta para Sul,com a morte do meu pai.
Intrigados em descobrir o que levava algumas pessoas a enfrentar tão bem esses contratempos da vida, especialistas em comportamento humano passaram a estudar os traços desses sobreviventes.
É,quando tudo parecia conspirar de modo não tão favorável a mim,eis que surge uma nova luz no meu caminhar.
Mergulhei fundo no processo de auto-conhecimento fazendo de mim a experiência mais gratificante, e com isso procurei saber como ocorre este tão misterioso - mistério!
Os primeiros estudiosos chegaram a concluir que se tratava de uma invulnerabilidade inata, algo como um verdadeiro dom com o qual as pessoas já nasciam.
Porém, parece que isso não respondia tudo, e há pouco mais de uma década começou-se a investigar o termo invulnerabilidade.
Este parecia sugerir que as pessoas seriam 100% imunes a qualquer tipo de adversidade – o que não seria a realidade.
Embora sejam pessoas que passem pelos problemas com maior facilidade, isso não quer dizer que saiam dessas experiências totalmente ilesas.
Os estudiosos passaram a buscar um termo mais adequado, e foi então que emprestaram uma terminologia da física: resiliência.
Resiliência é uma propriedade de alguns materiais, que mostra sua capacidade em retornar ao seu estado original, após sofrer grande pressão.
Assim seriam as pessoas com alto grau de resiliência: teriam capacidade de encarar as adversidades como oportunidade de mostrar e aprimorar sua competência, seu entusiasmo.
Tais pessoas encontram também soluções criativas e determinadas para se levantar do chão.
Neste instante você poderá estar imaginando qual o seu grau de resiliência, certo?
Cabe destacar aqui que ser resiliente não é ser indiferente, insensível.
Não se trata de sentir ou não sentir, mas sim de como atravessar as experiências.
Seria uma habilidade, que todos podemos adquirir, de suportar o sofrimento, extraindo dele tudo que tem para nos ensinar.
Aí está a chave de tudo.
Nas horas de provação, se soubermos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, saberemos também que tudo se encaixa perfeitamente na obra sublime de educação e aperfeiçoamento do nosso ser.
A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha.
O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta-nos à margem da senda verdadeira.
Sigo meu caminho com veêmencia,com confiança , fé e de cabeça erguida,- embora tenha passado por experiências que tenham fortalecido a alma ,hoje sigo com mais humildade e na certeza que a luta continua!
Depois de toda tempestade vem a abonança!
Chegada a hora de colher os frutos,rogar as mãos para céus e agradecer ao Deus Pai ,ao meu poder Superior que tudo sabe,que tudo ensina-me!
Vou guardar este dia 10,com carinho,porque fez e sempre fará parte de um capítulo da minha estória!
Sigo em frente...
Vamos continuar e se quiser compartilhar,pode chegar...que no caminho,eu te conto o que foi...!!!
Começou em um dia de alegria,de festa ...mais ou menos assim:

Baby let's cruise
Away from here
Don't be confused
The way is clear
And if you want it, you got it forever
This is not a one night stand, baby
(Chorus)
Yeah so,
Let the music take your mind
Just release and you will find
You're gonna fly away
Glad you're goin' my way
I love it when we're cruisin' together
Music is played for love
Cruisin' is made for love
I love it when we're cruisin' together
Baby tonight
Belongs to us
Everything's right
Do what you might
And inch by inch we get closer and closer
To every little part of each other
Oh, baby, yeah
(Chorus)
So let the music take your mind
Just release and you will find
You're gonna fly away
Glad you're goin' my way
I love it when we're cruisin' together
Music is played for love
Cruisin' is made for loveI love it when we're cruisin' together
Cruise with me, baby
Oooooohhh yeahOooooohhh (ooh, ooh)
Oooh baby let's cruise
Let's floatLet's glide
Ooh let's open love
And go inside
And if you want it, you got it forever
I could just stay here beside you and love you, baby
You're gonna fly away
Glad you're goin' my way
I love it when we're cruisin' together
Music is played for lovecruisin' is made for love
I love it when
I love it
I love it
I love it(Oh)
(Cruise with me, baby)
(I love it when we're cruisin' together).........................
E foi...,tudo que se cumpriu!!!
Paz no coração e sabedoria na alma!
Tracy Aranha Costa
________________________

terça-feira, 8 de abril de 2008

Condições elementares para felicidade

As quatro condições elementares para a felicidade são: vida ao ar livre, amor de mulher, ausência de qualquer ambição e a criação de um novo e belo ideal.
Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.

Muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso.

É preciso ter muito cuidado com o que se faz, pois é justamente quando nos julgamos menos livres que estamos a ser mais livres.

No mundo nada mais existe a não ser o amor. Qualquer que ele seja.

Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela,mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.

Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.

Texto mandado por meu amigo Bruno Lima.

Bruno é Jornalista e ataca de Dj no Rio de Janeiro.

Paz no coração e sabedoria na alma.

Tracy Aranha Costa

________________________

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sete Leis da Sincronicidade



1. Meu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Esta frase resume a totalidade do que estou expondo. Se você esquecer tudo o mais, lembre-se apenas disso

2. Meu dialogo interno reflete meu poder interno. O dialogo interno das pessoas auto- realizadas pode ser descrito assim: é imune a críticas; não tem apego aos resultados; não tem interesse em obter poder sobre os outros; não tem medo. Isso porque o ponto de referência é interno, não externo.

3. Minhas intenções tem poder infinito de organização. Se minha intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar.

4. Relacionamentos são a coisa mais importante na minha vida. E alimentar os relacionamentos é tudo o que importa. As relações são cármicas e quem nós amamos ou odiamos é o espelho de nós mesmos: queremos mais daquelas qualidades que vemos em quem amamos e menos daquelas que identificamos em quem odiamos.

5. Eu sei como atravessar turbulências emocionais. Para chegar ao espírito é preciso ter sobriedade. Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela.

6. Eu abraço o feminino e o masculino em mim. Esta é a dança cósmica, acontecendo no meu próprio eu. A energia masculina: poder, conquista, decisão. A energia feminina: beleza, intuição, cuidado, afeto, sabedoria. Num nível mais profundo, a energia masculina cria, destrói, renova. A energia feminina é puro silêncio, pura intenção, pura sabedoria.

7. Estou alerta para a conspirações das improbabilidades. Tudo o que me acontece de diferente na vida é carmico. É, portanto, um sinal de que posso aprender alguma coisa com aquela experiência. Em toda adversidade há a semente da oportunidade.




[Imagem: Jana Skalnikova, Mandala T]
Paz no coração e sabedoria na alma.
Tracy Aranha Costa
________________________

Jung e a sincronicidade


Foi Carl Gustav Jung que, em 1929, que criou o termo que define os ''momentos mágicos''. O termo foi criado para definir um princípio de ligação não-causal. Desde o início de seu trabalho com os sonhos, Jung percebeu que os motivos oníricos tendem a coincidir relativamente com situações reais, com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. ''O universo psíquico não existe sozinho”. ''A nossa vida é sincrônica em relação a tudo. É o óbvio, o que falta é a questão da consciência. O que dá o brilho é quando a gente percebe isso, participa do evento e aí vêm o gozo, como dizia Lacan'', ensina o professor e psicólogo Álvaro Gouvêa, da PUC-Rio, que acha que a sincronicidade não é uma imposição do mundo de fora. Em 1929, desestimulado com a profissão de compositor que não emplacava, Ary Barroso ouviu um conselho de um amigo que implorou para que ele fosse ''se benzer'' com uma espírita em Niterói. Ary tinha sido co-autor de uma música que criticava a umbanda e, segundo o amigo, fizeram um ''trabalho'' contra Ary. Contrariado, ele foi a Niterói, onde tomou um banho de ervas. Na volta, ouviu um grupo de pessoas gritando na Praça 15: ''Dá nela'', ''Dá nela''. A ira contra a mulher que agredia os passageiros em um ponto de ônibus ecoou na cabeça de Ary. Ao chegar em casa, ele compôs Dá Nela, e inscreveu a música nos últimos cinco minutos finais do concurso da Casa Edison. Resumo da história: Ary ganhou o primeiro prêmio e pôde finalmente se casar. A partir daquele momento, abriram-se várias frentes profissionais. Nada disso teria acontecido se Ary não tivesse seguido o conselho do amigo. Simples coincidência ou sincronicidade? Muitos fatos como este ocorrem na vida das pessoas sem que elas se dêem conta. Um livro encontrado em um sebo, justamente o que faltava para a conclusão de um trabalho. Conhecer uma pessoa que vai indicar uma diferente perspectiva na vida pessoal ou profissional. Uma estranha circunstância ao conhecer o grande amor. Quem nunca ficou surpreso com as sincronicidades, por muitos considerados momentos mágicos? Sincrônico é algo de dentro que se coloca no mundo e o mundo corresponde. “O prazer é você perceber que uma coisa que está querendo coincide com os acontecimentos de fora'', esclarece Álvaro Gouvêa. Complicado? Nem tanto.No livro Sincronicidade - a promessa da coincidência (ed. Cultrix), a astróloga americana Deike Begg ensina que nossas habilidades cognitivas são aperfeiçoadas quando estamos em ambientes desconhecidos (daí, viajar sozinho força o exercício destas habilidades). ''Nessas ocasiões, precisamos confiar mais no instinto e na intuição.'' Para que cada um acredite nessas coincidências tão especiais, é preciso testemunhar o acontecimento e seguir alguns avisos importantes. Muitas vezes percebem-se sinais consoladores, como recados de qual caminho se deve seguir, ou não (no caminho de Santiago isto acontece). ''Ocorrências sincrônicas não são isoladas, mas vêm no fim de pequenos acontecimentos sincrônicos'', explica Deike. A sincronicidade pode acontecer com qualquer pessoa, mas é preciso estar em contato consigo mesmo para perceber. (quem medita com freqüência percebe isto). Às vezes, ocorre um fato externo e o significado subjetivo, interior, ocorre em seguida. Os românticos acreditam que situações sincrônicas são recados do céu, um toque divino que garante que não estamos sozinhos na Terra. O jornalista Luís Edgar de Andrade começou a estudar o fenômeno nos anos 80 porque se sentia predisposto ao que ele chama de coincidence prone, termo criado por Arthur Koestler. Para ele, existem coincidências boas e más, é só preciso prestar atenção. E quanto mais se presta atenção, mais essas coincidências são percebidas. ''Se acontece uma coincidência infeliz, como ser vítima de uma bala perdida na Linha Vermelha, dá-se o nome de azar. Se acontece uma coincidência feliz, como acertar na loteria, diz-se que é o máximo da coincidência. Existem também as gratuitas, que aparentemente não servem para nada. São apenas engraçadas'', avisa. Quando prestamos atenção aos acontecimentos e colocamos a nossa intenção e intuição em estado de alerta, somos capazes de propiciar sincronicidades. Luís Edgar avisa que existem três teorias para explicar as coincidências. ''Todas elas, no fundo, negam que existam coincidências propriamente ditas. A mais antiga é do biólogo austríaco Paul Kammerer que, nos anos 20, formulou a lei da serialidade, segundo a qual fatos parecidos tendem a acontecer juntos. No jogo do bicho, por exemplo, que tem três extrações por dia, é muito freqüente um milhar ser sorteado de novo no dia seguinte. A segunda teoria é a de Carl G. Jung e se chama sincronicidade. A teoria mais recente é a de um biólogo inglês chamado Rupert Sheldrake, que já deu conferências no Rio. Chama-se teoria dos campo mórficos.'' Para os estudiosos, os seres humanos têm radares que vão além da percepção consciente. Estamos todos na natureza. ''O boi, quando é mordido de cobra, come uma determinada erva que tem um antídoto. Esse mesmo tipo de sensibilidade é acionado quando precisamos dela. Cada pessoa tem uma capacidade especial. Na tribo, tem o pajé, que sonha por todos os índios da aldeia. O inconsciente e a necessidade fazem as pessoas correrem atrás e entrar em um mundo do desconhecido. Acontecem mil coisas fora da nossa compreensão. Mas não se deve banalizar a sincronicidade: se você é atento, está no mundo da sincronia o tempo todo. Há uma sintonia pulsando entre as coisas. O aleatório aparece no meio disso'', alerta o professor. A psicanalista Paula Boechat acredita que um fato se torna sincrônico quando traz uma emoção e um significado novo à vida. Para ela, tal acontecimento pode transformar uma pessoa muito racional, que não deixa a emoção brotar, em alguém mais sensível. Isso pode ter acontecido com Ary Barroso, nos anos 20. Pode funcionar como uma dica do inconsciente. Álvaro exemplifica. ''Por acaso foi Newton quem inventou a Lei da Gravidade? Não, ela existe! A observação foi dele, mas a realidade já existia, só que de forma desconhecida. Toda vez que você encontra um sentido em alguma coisa, a vida conspira a seu favor. Isso é real''. Um conselho pode servir às pessoas muito materialistas: quando a consciência está no mundo do aqui e agora, o ego está ligado à consciência. Fonte: Internet (matéria de Rose Esquenazi )Texto Final: Kalindrah 19/06/2006

___________________________________________

ENERGIA PURA EM ABRIL

Paz no coração e sabedoria na alma.
Tracy Aranha Costa