Era um mês que tudo se revelara,pelo menos para ela!
Mês em que primaveras sorriam para si mesma,onde nem o ditado antes escutado tinha a firmeza da expressão no que se quer dizer...porque neste tempo de vida,tudo que reluzia era “ouro”.
Foi convidada a participar de uma outra primavera de alguém cuja admiração era incontestável,pela profissão!
Ao chegar, percebeu com olhos de quem quer ver sempre mais, que muitas pessoas conhecia e que aquele lugar embora desconhecido fosse para ela um lugar agradável.
Sentiu-se confortável,admirada e cortejada por olhares distintos e distantes.
Ao entrar,alguns cumprimentos, um ou dois até chegar aquele ponto final de um frio na espinha de onde não se sabe de vem e nem para onde se vai!
Ficou eufórica ao encontrar casualmente um rosto familiar com quem alternou algumas palavras e sonhos sobre o que penetra na sua alma,sobre artes!
Sorriu como quem pede sempre mais e ao compreender todas as formas ao seu redor,encontrou “o duplo”!
Percorreu todo o campo ,como uma ave de rapina a vasta imensidão,agora,do seu ser!
Aonde?Perguntava a si mesma!
Logo que os olhares cruzaram não houve nem um frio na espinha ,nem um arrepio,mas a contestação de que nada era em vão!
Como de costume foi perambular e caindo em si,no estado presente ,daqueles de que vive o momento,conheceu desconhecidos que outrora pareciam insignificantes.
A palavra para ela constitui mais que um estado de espírito,constituiu a mágica de estar viva...em conseqüência deste ato,posse com aptidão a sugestionar suas qualidades!
Das memórias que possuía e das lembranças que tinha deixou-se absorver por conversas intermináveis, conversas de risos,lembranças e memórias...
Seu mundo agora continha um espaço limitado entre poucos desejos e muitos sabores e saberes.
O tempo marcava cada hora passada e por ele nem sentia sequer a marcação contada.
Seu espaço naquele momento resumia-se em uma pequena varanda,um som bem ao fundo rolando,uma meia luz,um copo de cuba-livre nas mãos,suas amigas,muitos risos,um novo amigo com quem se permitia conversar.
Ao sair daquele momento paradisíaco sentia que algo a fazia olhar para os lados.
Sentou-se,entrelaçou as mãos,uma sobre a outra,passou –as de leve sobre seus próprios cabelos,não em um ato de sedução,mas num instante de quem como se olha num espelho refletido.
Organizou o pensamento em questão de segundos e quando sentiu que a chamavam, nem sequer olhou para trás!
Reconheceu aquela cena,preferiu nem acreditar na intuição!
Aquela mesma mão,que por segundos atrás entrelaçava a si mesma,doou-se em sentimento.
Foi ao inclinar do corpo e observar nos olhos “do duplo” que percebeu que a mesma energia com que sentira ao entrar naquele lugar,fluiu como que fogos de artifícios em noite de ano novo!
Sentiu na pele toda a energia,convidando para si a presença daquele que fitara seu olhar ao entrar naquela festa!
Sim,ela tinha recebido a impressão por algum dos sentidos!
Ao sugestionar seus pensamentos, eles riam de si mesmos.
Veio o reconhecimento,veio o djavur veio também com isso,o não crer!E por nem se dar em realizada,como de sua conduta primária e verossímil veio um outro convite.
Brindaram ali o encontro das almas!
Este texto continua................
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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