segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mãos dadas

É muito comum discussões sobre amor e paixão, a diferença entre elas, quando termina uma e começa outro e tal. Eu, sinceramente, não faço idéia exata disso, apenas posso reconhecer alguns indicadores para atestar qual sentimos em momentos definidos.
Mas não quero falar de paixão, prefiro deixar para outro dia. Hoje quero falar de amor, daquele imposto por Deus, para que homens e mulheres sintam uns pelos outros, mesmo sem vontade, sem desejo, sem porquê. Aquele que faz com que os poetas escrevam suas maravilhas, “Eros”. Pude perceber que alguns indicadores são simples, pouco perceptíveis, mas que significam muito como resposta quando nos perguntamos: é realmente amor o que sinto por ele(a)?
A resposta não vem da cabeça, das idéias, das histórias, dos conflitos, das dores, das risadas. Se quiser saber mesmo a resposta, pergunte ao seu corpo. Não falo de tesão sexual, se esse pensamento vem logo à sua cabeça. Falo de cada célula receptora de emoções, de ENERGIA
sensações que levam à informação direto pra ALMA.
Física ou mental, da pessoa amada promove descoordenação de um ou mais órgãos. Principalmente do coração, claro, isso todo mundo que amou sabe. O abdome contrai, você expira o ar que estiver nos pulmões, os lábios teimam em se abrir, porque seu corpo precisa repor oxigênio, recém-expirado. Se você é forte, vai selar os lábios, e ficará visível a força feita para comprimir um ao outro, enquanto inspira pelo nariz, com as narinas “lateralizadas”. Fica fácil perceber sua “vulnerabilidade” emocional frente tal presença. Se mesmo assim não estiver convencido, aproveite um momento de paz ou relembre que ao caminharem juntos, suas mãos não desgrudam, suam juntas, e há um certo lamento no momento do desatar. Outra forma, clássica, é o abraço. Ele é o mais gostoso, sempre seguido do processo de expiração forçada e inspiração pela boca aberta ou nariz dilatado, no caso dos “fortes”. Procure lembrar das danças românticas (elas ainda existem?), porque é através delas que curtimos um abraço longo, com esfregar de bochechas e carinhos espalmados nas costas e flancos. Mãos dadas e dancinhas, às vezes, têm valor maior que beijos e transas. Aliás, sabemos muito bem que não transamos.... Fazemos amor! Os cuidados são bem maiores, as ousadias são muito bem pensadas. Quando se faz amor, não é necessário ser “bom de cama”. Tudo flui, tudo se encaixa (fisicamente e quimicamente), tudo se encerra e o “todo” se gargalha de prazer. Se a dúvida ainda persistir, relaxe, viva, experimente com bom senso e receberás a resposta em doses homeopáticas.
As mãos têm um poder absurdo, vide quiropraxia, reiki, bênçãos e oração. No momento em que escrevo isto posso sentir as minhas exaltando ENERGIA POSITIVA. Dê a mão ao seu amor e perceba o quanto você ainda está lhe devendo.


Uma música boa pra relacionar a esse texto é Guilherme Arantes – Um dia um adeus, cuja letra diz: “Ah, que bom seria se eu pudesse te abraçar, beijar, sentir, como a primeira vez. Te dar o carinho que você merece ter. Eu sei te amar como ninguém mais. (...) Como ninguém jamais te amou. (...) Ninguém jamais te amou como eu”.

Raphael Botão Miranda, 1º de junho de 2008.

Lindo texto Rapha.
O que podemos dizer do AMOR?
ENERGIA propulsora.Não há tempo nem distância que separe. Aguardemos os capítulos da vida. Ah,os abraços...bracinhos tabajaras eu diria!
Sorte para todos que acreditam,nesta imensa magia,que nos transforma,sempre em pessoas melhores.
Suave BRISA ...............

Paz no coração e sabedoria na alma.
Tracy Aranha Costa

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2 comentários:

nora disse...

sim, me lembro das danças românticas, não sei se ainda existem, me lembro também dos bailinhos da escola, quando voce estava la curtindo a música e o toque e de repente vinha aquela vassoura chata, e vc tinha de trocar de par... ou o contrário, qdo a vassoura era td que vc esperava.
hj em dia é tudo o que chamo de tuf tuf, este ritmo de danceteria, ou senão danças soltas

depende, tem também o forró, e as famosas academias de dança, que vem justamente para recompor esta fome de amor

bom mesmo esats danças, em que as mãos se encontravam sem querer e esremeciamos, ja pensando mil coisas, todas mais inocentes
ou de repente sentir a respiração de um amigo, o puro prazer de sentir a dança, e o movimento dos eu próprio corpo

a coisa está tão rara que ás vezes danço eu mesma em casa com a vassoura . isto é veridico heheeh

acho que a maioria das pessoas, incluindo eu mesma, ainda esta longe de perceber o poder que propicia o toque, acho que nossa sociedade erotizou demais

tudo vai pra este lado, nao é não? ou é só impressão?
não é uma questãod e julgamento, mas do que andamos perdendo

assim como na alimentação, mas enfim, o papo seria longo

a única coisa é que eu trocaria a música

mas isto vai de gosto também

Ricardo Jung disse...

bom conhecer um novo blog
comentei no post sobre sincronicidade

tem um post belo sobre amor no meu blog